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EP03 - TIA-942C | Uma Visão Prática

10 de ago.
3 min de leitura

Atualizado: 6 de set.

Detecção e Previsibilidade




Qual a previsibilidade das falhas?


Vimos no EP02 anterior que as situações de perigo devem ser analisadas nos procedimentos, instruções, entorno, situações de emergência, etc.

Depois de rankear os riscos em severidade e chance de ocorrência partimos para priorizar os controles e medidas para "reduzir o risco".

A detecção através de sensores, termovisores, medidores, SFW, indicadores, câmeras, aplicativos, IA, é o primeiro passo para a previsibilidade.



Como a detecção ajuda na previsibilidade?

Na prática, os resultados da detecção são: Alarmes, números, Gráficos, sinalizações, imagens, observações e dados. 

Os alarmes sonoros, ou luminosos além de informar que uma situação de risco foi detectada e está em curso, fica subentendido que ações de redução/mitigação do risco devem ser tomadas. 

Já outros resultados como números, graficos, indicadores, sinalizações e dados normalmente estarão disponiveis em SFW (DCIM, BMS,..) conhecidos como atividade de MONITORAMENTO, que pode ou não, ser auxiliado por IA e são dependentes de um operador.

O monitoramento exige que o operador analise o dado, defina o grau de severidade do risco e decida que ações tomar. Este é o desafio. Nessa hora o comportamento 3P é imprescindível como competência pessoal do operador.


Mas o que é 3P - Prevenção / Pró-atividade / Prontidão

É o conceito por trás das atitudes de todos que tem alguma função sobre os resultados de um ambiente de missão crítica. Dar crédito aos alarmes, pró-atividade na busca das causas e prontidão/prioridade/senso de urgência na tomada das medidas.

Um contínuo estado de alerta e comprometimento com a missão do data center. Este é o monitoramento na prática.


Os êrros e consequentes falhas de um DC tem, em grande número, suas causas na ação humana, seja por falta de procedimentos, instruções, de conhecimento, ou ainda, por falta dos 3P (deixar para depois, não acreditar nos alarmes, não persistir na busca das causas, não se seforçar para entender suas resposabilidades/autoridade, nem as consequências das falhas na missão do DC e do negócio).

Na manutenção ocorre o mesmo processo. Na prática, o plano de manutenção e os registros dos chamados, são registrados em um SFW, o qual armazenará ao longo do tempo, uma grande quantidade de dados de valor inestimável. A análise desses dados e suas tendências é o verdadeiro desafio, pois oferecem o melhor caminho para definição de novas medidas de prevenção e predição.


A RESILIÊNCIA é a consequência da implementação dos controles e medidas para redução dos riscos.


Se os controles e medidas foram as saídas da análise de riscos, então a sua implementação assegurará que a missão do DC terá sucesso em atingir e manter os objetivos do negócio.

Considerando também que tanto os controles e medidas, quanto as lições aprendidas  foram transformadas em procedimentos, instruções, aquisição de sensores mais adequados, através de um processo de Gestão.



Mas aonde entram os requisitos de manutenção Concorrente e Tolerância à falha?


Se os controles foram implementados a partir de requisitos de análise de risco, através de um processo de Gestão, então se estes requisitos forem comparados às normas, poderemos concluir que muitos se enquadrarão nos níveis de resiliência do DC prescritos nas normas.

A TIA-942C e a IEC 22237 definem 4 niveis (Tier, rated, class), sendo que os niveis 3 e 4 caracterizam os DC de maior resiliência. O nível 3 exige que o DC seja capaz de realizar manutenções planejadas sem interrupção, chamada de Manutenção Concorrente e o 4 que seja Tolerante a falhas.


O que é na prática a Tolerância à falha?


Um sistema tolerante à falha, na prática, detecta a falha, faz a transferência imediata para o equipamento/sistema redundante e tem recursos para manter isolamento do ambiente em que a falha está ocorrendo, de outros ambientes críticos, sem causar nenhuma interrupção e sem a interferência do operador.



No proximos episódios, vamos entender na prática, algumas das principais soluções de engenharia, feitas para atender aos requisitos das normas que tornam um DC Resiliente.



 
 
 

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